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A Craque – Capítulo 4

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Faltavam 2 dias para o próximo jogo, Leazinha estava muito frenética, ligadona nos treinos e não suportando os próprios erros, até que ela percebe que a culpa pelo excesso de erros era de Rayane. Ela olha para a amiga e grita: “Caramba, Ray! Levanta direito, para todo mundo tu manda alta e para mim, que ainda não tenho velocidade, tu fica mandando rasante.” Luiza se mete e pede para Leazinha parar de reclamar, pois Rayane não fazia por mal, era só para deixá-la ainda melhor. Rayane confirma o que a treinadora falou, mas ambas sabiam que a intenção da levantadora era complicar o treino de Leazinha. Luiza sabia o que podia fazer para o próximo jogo.

Chega a partida da 2ª Rodada, agora o jogo era na Quadra do CEU da UFC, no Benfica. Leazinha até gostou porque para voltar para casa era só pegar a topique 54. Dessa vez, na torcida, só o Seu João, outro que amou saber que poderia voltar para casa de 54, era mais econômico que de Uber, além disso, o jogo era cedo, porque era preliminar, novamente, de um jogo da categoria Juvenil. O adversário da vez seria o Timbone, o famoso time de Alê. A citada em questão era uma levantadora invocada que costumava encarar as adversárias na rede, porém no mesmo nível que gostava de uma provocação, gostava de decidir um jogo, era craque.

O jogo começou bem intenso e pegado, sem muitos ralis, mas também sem muita vantagem. Quem sacava, raramente, fazia o ponto. Com o caminhar do primeiro set, Luiza percebe que tinha outra Leazinha em quadra, no comparativo ao jogo contra o BNB Clube, mas continuava com a mesma Rayane. Quando a bola ia em Marcela, a meio-de-rede da equipe, que nem era uma ótima jogadora, Rayane era uma mãe. Quando era em Leazinha, pedrada, e mesmo assim, a craque estava desenrolando. Porém, no outro time tinha Alê, e com Rayane jogando só para consagrar seu ego, o set começou a se perder. Alê botava a bola na jogadora melhor postada para fazer o ponto, enquanto Rayane tinha seus privilégios.

Leazinha começava a perceber que era algo pessoal, mas antes de criar um racha no elenco e de ver o set se desgarrar, Luiza tira Rayane e coloca Dandara. Ela era quase iniciante, mas sabia os pontos fortes das meninas. Enquanto Leazinha recolocava o Ruano no jogo, Luiza resolve ter uma conversa séria com Rayane: “Olha aqui, sua mimada! Deixe de pensar no seu estrelismo e faça o que eu quero que faça! Pare de tentar queimar Leazinha, porque ela já está percebendo, e se for para escolher entre ela e você, eu fico com ela. Eu quero alguém que me faça ganhar o campeonato lá no Final, e não quem só tá querendo ser a nova Fernanda Venturini. Bora! Se ajeita! Tu é boa, a Leazinha também, e as duas juntas, mais esse time maravilhoso que consegui montar com sorte e com a bondade de Deus, eu vou ganhar o Estadual! Olha pra mim, Você não vai me atrapalhar. Você vai voltar no segundo set, mas tome tenência, senão lhe tiro de novo!” Rayane nem retruca, não tinha como negar a explícita verdade dita pela treinadora.

O primeiro set não teve jeito, o Timbone levou. No começo do segundo set, Rayane voltou e começou a jogar as “redondinhas” para Leazinha. Rayane alegou dor no joelho na metade do set, Dandara voltou para quadra. Leazinha estava afiada agora, quem era a levantadora, pouco importava. “Pedrada” ou “redondinha”, todas caíam. Vendo o momento inspirado da adversária, Alê começou a falar um monte na rede, Leazinha começou a devolver com bloqueios e pontos indefensáveis. Set ganho no talento de Leazinha. Naquele momento, não se sabia quem estava mais revoltada, se Alê ou Rayane, só se sabia, que Luiza gostava do que via. Leazinha, ainda meio boba, foi tentar reanimar Rayane e saber se o joelho dela estava melhor. Rayane afirmou que sim. Leazinha sorriu, cumprimentou a “amiga” e o que vinha a seguir era algo lindo.

No terceiro e quarto set, Alê começou a levantar não na melhor opção, mas na que não pararia em um bloqueio de Leazinha, ou seja, nossa craque tinha entrado na cabeça da adversária. Enquanto isso, Rayane passou a mostrar porque era uma das melhores do estado. Leazinha e Marcela agradeciam os sets incríveis de Rayane. Leazinha seguiam pontuando horrores. No fim, um 3×1 à favor do Ruano, para lavar a alma.

Na arquibancada, seu João endoidou durante todo o jogo, mas ficou “birutinha” com a primeira vitória da filha. Leazinha, ao término do jogo, foi até seu pai lhe dar aquele abraço que ele tanto merecia. Também no fim do jogo, Alê foi cumprimentar as adversárias. Quando passou por Rayane, falou baixinho: “Tu segue a mesma cobra de sempre!”, já quando passou por Luiza, apertou as mãos da treinadora adversária e elogiou a descoberta (Leazinha). Porém, não quis cumprimentar a nova rival, da quadra gritou para a arquibancada: “Ei, Coqueiro! No segundo turno, tu vai levar uma surra nossa, deu sorte hoje. ” O treinador de Alê a puxou para o aonde estavam a outras jogadoras do Timbone e pediu desculpas pela atitude de sua atleta. Luiza sorrir e diz: “Todo mundo sabe que Alê só late, não morde! Adora provocar! Quase uma cubana!” Os treinadores sorriem, se cumprimentam e seguem com suas equipes para o pós-jogo.

O tempo passa, os jogos e treinos continuam…

Em um determinado dia após o treino, Bernardo vai “buscar” sua amada no Ruano, pois depois do treino, como era sexta, eles iriam para uma festa na casa de um dos colegas de Bernardo. A festa era pelo Pirambu mesmo. Leazinha pede só para Bernardo esperar um tempinho à mais, só pra ela tomar um banho e ficar toda “gatona”. Depois que Leazinha começou a jogar muito, Bernardo parou de implicar com o vôlei, e estava um amor só com sua craque. Nesse momento em especial, ele aceita esperá-la, porém, quando Leazinha entra no vestiário, sai Rayane. A levantadora passa a dar em cima do “Boy da amiga”. Uns minutinhos de conversa depois, ele afirma que ela era muito gata e era capaz dele não resistir. Rayane, então, passa o contato dela para ele, e pede para que ele não a deixe muito tempo esperando no Whatsapp. Eles percebem que Leazinha está chegando do banho, disfarçam a conversa, antes que ela “imagine” algo. Rayane segue seu caminho, enquanto o casal pede, e posteriormente, pega o Uber para a tal festa.

Chegamos o dia das Semifinais, e antes do jogo, a notícia…

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