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A Craque – Capítulo 2

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Chegando em casa, na Rua Nossa Senhora das Graças, Luiza resolve falar com Seu João, pai de Leazinha. Ela explica o potencial da menina, que até Seleção Brasileira, ela podia pegar. O Seu João tinha medo, porque Leazinha era a única familiar que ele tinha, porém disse que se dependesse dele, ela era seria a nova “Sheila”! Luiza fala com Leazinha e pede para que ela vá no Ruano no dia seguinte, ela, no máximo, nunca mais voltaria, mas que deveria tentar.

No dia seguinte, após terminar o primeiro turno de aula, Leazinha resolve ir ao Ruano. Ela pega o Grande Circular e vai. Ao chegar no Ruano, ela ainda pensa algumas vezes, no caminho da portaria até a Quadra, porém quando chega na quadra, uma energia muito boa vibra em seu coração. Luiza ao ver sua pupila, sorrir e a chama para o treino, que ainda não tinha começado, faltava uns minutinhos. Enquanto colocava o tênis, Leazinha conhece Rayane. As duas começam a conversar e a amizade surge rápido. Como líder da equipe, Rayane, logo puxa Leazinha para o grupo. Luiza sabia que essa era a parte que Leazinha temia. Todo adolescente tem esse medo de ser colocado de lado, com Leazinha não era diferente.

Com o treino rolando, Leazinha começava a perceber que Luiza tinha uma metodologia de treino mais tática, mas sem deixar a técnica de lado. Leazinha tinha as “manhas”, porque jogava um “voleizinho” com o pessoal do Flávio Marcílio na Praia da Leste, mas só na brincadeira. Porém seus 1,83m faziam com que as coisas fluíssem. Rayane era uma excelente levantadora e logo pegou o jeito que Leazinha gostava de jogar. Era o primeiro dia, mas parecia que Leazinha estava ali há semanas. Luiza adorou ao ver aquilo, pois tinha pressa em fazer Leazinha e a equipe entrosar. Em menos de duas semanas, tinha a estreia no Cearense Infantil.

Os dias foram passando e os treinos foram ficando mais intensos, com mais cobranças e mais ensinamentos. Leazinha estava começando a gostar de ser atleta, e mais, ela começou a brilhar demais nos treinos, e ciúmes é algo perigoso em uma equipe.

Faltavam 2 dias para a estreia, quando Bernardo, o namorado de Leazinha, escutou o primeiro: “Não posso, tenho treino!” Ele aceitou e desejou toda sorte do mundo para sua amada. Seu João estava empolgado com a felicidade da filha. Na janta deste dia, que aconteceu quase às 10 da noite, Leazinha sempre confessava ao pai o quanto estava gostando de ser atleta. Tinha raiva de um ou outro palavrão que saía da boca de Luiza, mas entendia que isso era para sua melhora. A treinadora era uma mãe para ela. Leazinha nunca teve mãe, pois a sua morreu no parto, e João viveu um luto quase eterno por Ana. Era a primeira grande imagem feminina de sua vida. Além disso, Rayane era uma irmã. Eram só sorrisos por parte da nova craque do vôlei cearense.

Faltava 1 dia para o jogo e…

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