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Coxinhas e Mortadelas – Último Capítulo

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O tempo passa, a vacinação trouxe a salvação e a vida começou a voltar ao normal. Mas não seria apenas Bernardo e Leazinha que se casariam. No dia do casório de Bernardo e Leazinha, o Brasil ficaria chocado com a confirmação de outra aliança. Mesmo sem altar e padre ou pai de santo, Lula e Alckmin selariam uma campanha conjunta, aonde Lula seria o cabeça de chave e Alckmin, o candidato a vice. Bernardo rir ao saber da informação por sua família durante a festa do casamento.

Quando o casal já saia do salão de festas, o improvável. João aparece armado na festa. Luiza pede para ele abaixar a arma. Bernardo suplica que seu ex-amigo parasse com aquilo. João esbraveja que, por Bolsonaro, e pela moral e os bons costumes, aquele casamento não podia acontecer. Uma petista “vagabunda” não podia acabar com um cara da alta sociedade. Ele berra que lugar de “Mulheres como Leazinha” era o prostíbulo. Ele atira e acerta em cheio em Luiza, que se atirou para proteger a amiga. Vendo que errou, João tentou um segundo tiro, mas é desarmado por um policial amigo da família que estava na festa. João é rendido, enquanto chega a viatura. Antes dele ir preso, um advogado entra com uma liminar para safá-lo do crime. Como um bom cara endinheirado que era, João escapou da prisão, antes de mesmo de conhecer o cheiro da cela. Depois que a história se espalhou, João se filiou ao partido bolsonarista, foi endeusado em vários grupos do Telegram e anunciou que sairia para Deputado Federal.

No hospital, Luiza consegue ter a bala retirada e conseguir sobreviver. Bernardo e Leazinha ficam do lado da comunista. Bernardo começa a se culpar, pois foi o movimento de impeachment da Dilma que deu voz ao bolsonarismo. Leazinha olha com cara de pena para seu esposo, mas não só concorda, como o corrige, afirmando que Dilma sofreu um golpe parlamentar, e não um Impeachment. Bernardo rir e concorda com sua amada, mesmo que o coração berrasse que ela estava errada. Leazinha abraça Bernardo e afirma que a intolerância não é o caminho para democracia. A rivalidade de ideias é necessário existir, mas elas precisam conviver, o extremismo pode levar ao que João fez.

O tempo passa mais uma vez, Leazinha estava grávida, a criança iria nascer, pelas contas dos médicos, em Janeiro de 2023. Bernardo e Leazinha pensam em nomes, ele quer Geraldo, ela prefere Luís. Mas se for menina? Ele prefere Simone, ela prefere Dilma. Os dois riem e deixam para ver isso depois. Eles se beijam e depois se perguntam: “Que país teremos quando essa criança nascer?” Bernardo sorrir e diz: “Independente do vencedor, só espero que não seja aquele que prefiro não citar o nome!” Leazinha faz um “L” com a mão, e diz esperar que o amor dela faça igual ao Alckmin. Bernardo rir e os dois vão para a praia, para o mesmo lugar aonde tudo começou. Eles se beijam várias vezes, para mostrar que o amor sempre vencerá, independente do partido ou da ideologia. Viva o amor!!!

FIM

“O Amor é vermelho!” (Citação de Leazinha após a história terminar)

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