Bernardo era um talentoso nadador! Em seu estado, todos reconheciam que Bernardo poderia chegar até os jogos olímpicos. No contra-ponto, Leazinha era uma jogadora comum de seu time, entretanto, com sua garra e vontade, sempre estava entre as melhores de seu clube. Os dois viviam os últimos anos de base e queriam não só aproveitar cada instante desse momento único na vida de um atleta, mas ratificar que poderiam chegar ao profissional. Cada um em seu clube, cada um em sua modalidade.


Um certo dia, os dois acabaram por se encontrar durante os tradicionais Jogos Esportivos de Luprana. Ele, representando a Natação do LEJ, e ela, representando, o Vôlei do Luprana. Clubes rivais, mas a paixão estava nem aí para isso. Porém, próximos de seus eventos iniciarem, só trocaram um breve olhar, enquanto a concentração era completa para as provas de natação e para os jogos de vôlei.
Após alguns dias de evento, na Natação, Bernardo conquistou 2 Ouros e 1 Prata, enquanto que Leazinha seria banco de um time que não conseguiu alcançar o pódio, o pior resultado do clube em anos.
No penúltimo dia de evento, quando estavam no Centro Olímpico de Luprana, onde acontecia o evento, apenas para assistir os seus colegas de clube, eles acabaram por se reencontrar. Após uma curta conversa, os dois resolveram ir curtir um passeio na Grande Praça Gelinho, uma espécie de ponto de encontro da família tradicional lupranista.
Naquela tarde, os dois descobriram que além de um baita nadador e uma jogadora comum, eles nasceram um para o outro. O amor brotou no olhar, no beijo, no carinho que surgiu naturalmente.
Eles seguiriam defendendo seus clubes, mas o final da adolescência também lhes traria o tal do amor, aquele amor intenso e inesquecível que apenas a adolescência é capaz de florescer.
O que aconteceria ao fim dos Sub’s, eles não sabiam, mas que o amor era o que eles queriam viver até o fim da vida, era inegável!



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