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Avaliação da evolução da Inteligência Artificial no Nordeste brasileiro a partir do Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq (1980 – 2026)

SINOPSE

Este trabalho discute o que se convencionou chamar de Inteligência Artificial na região Nordeste do Brasil, considerando a sua inserção no Plano Brasileiro de IA e as capacitações dos grupos de pesquisa nas universidades nordestinas. Possui como objetivo geral mapear a capacidade instalada dos grupos de pesquisa em Inteligência Artificial nos nove estados nordestinos, a partir dos registros do Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq (DGP-CNPq) e como essa se relaciona com essa política brasileira. A metodologia adota uma abordagem quali-quantitativa e caráter descritivo, utilizando levantamento bibliográfico e pesquisa documental. A coleta de dados secundários ocorreu na Base Corrente do CNPq por meio do termo de busca Inteligência Artificial, abrangendo quinze áreas do conhecimento. Os dados foram organizados em planilhas eletrônicas para categorização do perfil institucional e dos recursos humanos envolvidos e analisados por meio de estatística descritiva, utilizando tabelas, gráficos e mapas para subsidiar a interpretação dos resultados. Como diferencial metodológico, utilizou-se a Inteligência Artificial Generativa (Gemini) para o agrupamento temático das linhas de pesquisa. Os resultados identificaram uma infraestrutura de apoio de 591 Instituições de Ensino Superior (IES) na região, com destaque para a Bahia (24,3%) e a existência de 54 grupos de pesquisas ativos certificados que estão presentes nos nove estados nordestinos, embora sua distribuição ocorra de forma desigual, observa-se um empate técnico na liderança entre Bahia, Pernambuco e Paraíba (com 9 grupos), seguidos pelo o Ceará (8 grupos), Maranhão (5), Rio Grande do Norte (5), Piauí (4), Alagoas (3) e Sergipe (2). Observou-se, ainda, que embora o primeiro grupo tenha sido criado em 1980, houve uma grande aceleração nos anos recentes entre 2024 e 2025, período onde foram formados 19 novos grupos. Em termos de áreas do conhecimento, a Ciência da Computação ainda predomina (57,4%), mas o estudo aponta para uma sólida expansão multidisciplinar para áreas como Direito, Educação, Economia e Saúde. A estrutura desses grupos demonstra maturidade acadêmica, contando com 429 pesquisadores (sendo 72% doutores) e 479 estudantes, o que assegura a formação de capital humano qualificado para a região. Os resultados também indicam que a região dispõe de uma base científica relevante para contribuir com a implementação das diretrizes do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), especialmente no fortalecimento da pesquisa, da inovação e da formação de talentos, embora persistam desafios relacionados às desigualdades regionais na capacidade científica. Conclui-se que os grupos de pesquisa constituem elementos estratégicos para o fortalecimento dos Sistemas Regionais de Inovação, contribuindo para o desenvolvimento científico, tecnológico e socioeconômico do Nordeste brasileiro.

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Autor(a): Achilem Estevam da Silva

Ano 2026

Periódico: Repositório Institucional da UFPB

Ref:

NASCIMENTO, Maria José Lima do. Avaliação da evolução da Inteligência Artificial no Nordeste brasileiro a partir do Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq (1980 – 2026). Disponível em: <https://repositorio.ufpb.br>. Acesso em: 20 out.. 2026.

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