O mar que canta em versos de espuma e sal,
No Pirambu se alonga, areia e segredo,
Ondas que beijam a praia em seu segredo,
No horizonte, a manhã desfaz o véu opal.
Iracema, de olhos tão profundos quanto a dor,
Tece em seu peito a teia da paixão imensa,
Sua alma indígena, virgem e intensa,
Guarda no seio o amor que é flor e ardôr.
Sonhador que vagueia à margem do destino,
Entre conchas e estrelas, traça um caminho,
No rumor das marés, ouve a voz do assombro:
“O Mar do Pirambu é teu Iracema!
Paixão que queima em verso peregrino,
Sonho eterno no peito que o tempo é menino.”


Deixe uma resposta