Letra
Laroyê, guardião da encruzilhada
Ê, Mojubá, abre todos os caminhos
Clementiano, eu ouvi na alvorada
O teu canto na calçada
Recompondo meu destino
Irei voltar (ah, eu vou voltar)
Nem que faça gambiarra
Me livrar dessa amarra
Retomar o meu lugar
A minha gente maltratada e sem direito
Sempre soube dar um jeito
De sorrir pra não chorar
Se misturou, então buscou a salvação
Inventou a solução
Com sabedoria popular
Ê, favela, nosso povo se levanta
Vende almoço, compra janta
Não tem cão, caça com gato
Nas vielas improvisa uma parada
De um limão, a limonada
Pra botar feijão no prato
E pelas ruas recriando a alegria
Quem vai à luta jamais está sozinho
A resistência travestida em poesia
É a magia florescendo no caminho
Eu vou
Brincar no frevo, axé ou no samba
Em Botafogo, celeiro de bambas
O mensageiro veio abençoar
No carnaval viro a chave pra folia
Onde a vida é um “mar de rosas”, meu pai…
“Olhai por nós”
Sei fazer gambiarra, brasileiro eu sou
Um bem-te-vi anunciou…
Quem me conhece sabe que sou diferente
São Clemente!


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