Dexaketo

Simplesmente Gaiato

A Curta História de Marina Zenilda da Silva Oliveira

Com toda licença poética permitida, e também proibida, coube a este autor transcrever a curta história de Marina Zenilda da Silva Oliveira.

Desde jovem Marininha tinha uma sina, ser a mulher perfeita para todos. Com apenas 5 anos, já sabia escrever, ler, desenhar e cantar. Todos que a conheciam se encantavam e diziam que ela mudaria o mundo.

Com apenas 11 anos, metade do Planeta já clamava seu nome diante as suas ideias revolucionárias, que ela insistia em proclamar nas diversas Feiras de Ciências que tinha a audácia de participar.

A criança que todos adoravam, tornou-se uma adolescente questionadora, que não aceitava muito ver o mundo como era, e ousou provocar sua mudança.

Logo, Marininha tão encantadora, passou a ser chamada de chata, rebelde sem necessidade, uma menina que não conhecia as reais dores do mundo. Metida era o xingamento mais tranquilo que a chamavam.

As pessoas costumam falar mal do mundo ao redor, mas no fundo elas amam, e assim, aquela adolescente de 16 anos, brilhante e cheia de ideias de mudanças, caiu no esquecimento, virou uma sombra no cruel mundo que um dia a exaltou.

A vida de Marina Zenilda da Silva Oliveira seguiu, mas o mundo que a glorificou, foi mesmo que a apagou, como se ela nunca tivesse existido. Agora, outras Marininhas eram exaltadas, pelo menos, até começarem a questionarem o sistema como era.

Aliás, Marininha, a original, não morreu, seguiu sua vida! Se formou, teve filhos, montou uma empresa que produzia filmes e enricou, mas o mundo ela não questionou mais, apenas viveu sem se importar com o que acontecia com os outros. Marininha virou uma cidadã comum e jamais ousou ser novamente a sonhadora que outrora foi.

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