As ruas nunca mentem
O que o povo pede
É dor que lhe aperta o calo
E quem está lá em cima não percebe
Do palanque não se vê nos olhos
Das teorias não se vê as mãos cansadas
O poder cega, cerca e deslumbra
Boas intenções são insuficientes
Quem escreve com a canhota
Precisa sair das salas de aulas
E voltar para o pátio de uma indústria
As esquinas seguem perigosas
O caos segue presente
Ou acorda ou não voltará ao céu


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