RESUMO
A sociedade e seus processos constitutivos estão em uma miríade constante de transformação e mudança. Nesse sentido, o capitalismo de vigilância converte a experiência humana em dados comportamentais para prever e influenciar o comportamento futuro dos indivíduos. Partindo dos conceitos desenvolvidos por Shoshana Zuboff, na obra “A Era do Capitalismo de Vigilância” e das estratégias desse sistema de manipulação, questiona-se: a inteligência artificial aplicada diante deste contexto interfere na autonomia individual dos processos democráticos da sociedade contemporânea? Deste modo, o objetivo central consiste em verificar se a inteligência artificial diante das estratégias do capitalismo de vigilância converte a experiência humana em dados comportamentais para interferir na autonomia individual dos processos democráticos da sociedade contemporânea. A pesquisa se constitui pelo método de abordagem dialético, de procedimento funcionalista, pela técnica bibliográfica. Justifica-se pelo caráter fundamental da temática, uma vez que o capitalismo de vigilância opera, transforma a experiência em dados e afeta a privacidade e o controle que os indivíduos têm sobre suas informações. Ao final, constatou-se uma potencial influência das máquinas inteligentes, dos dispositivos tecnológicos e digitais no âmbito de formação da cidadania, compondo-se como estratégias das grandes empresas e Big Techs para influenciar as decisões políticas e processos democráticos, muitas vezes determinando os caminhos a serem tomados por muitos países ao redor do globo.
Autores: Bruno Mello Corrêa de Barros Beuron, Luiza Rosso Mota e Camille Hilgemann Almança
Ano 2025
Periódico: Diké – Revista Jurídica (UFSC)
Ref:
BEURON, B.; MOTA, L.; ALMANÇA, C. Inteligência Artificial e Manipulação Comportamental. Diké – Revista Jurídica, v. 24, n. 28, p. 18-39, 30 jun. 2025.


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