Linda, vistosa e gostosa, Leazinha não tinha problemas em ter o homem que desejasse! O seu problema era com relacionamento! Ela adorava gozar, sentir o prazer da relação sexual, mas o resto, não a cativava. Passear, dividir seus problemas, sentir-se acolhida, isso ela tinha sua mãe, seu pai e suas irmãs.
Um certo dia, ainda no motel, seu contatinho mais recorrente, o tal do Bernardo, confessou está profundamente apaixonado. Leazinha riu e disse que ele só sentia isso, pois ela não desejava viver o tal do relacionamento sério, pois se ela desejasse, ele que queria só vadiagem. Ele suplicou que não, que ele queria ser o homem da vida de Leazinha. Ela se vestiu e foi embora do Motel, sem nem dizer tchau. Ainda na rua, pois na pressa esqueceu de pedir um Uber, ela o bloqueou – Gostoso, mas perigoso.
Passaram-se alguns meses, Leazinha seguia tendo o homem que queria na sua cama, e eles totalmente apaixonados. Todos os dias haviam declarações de amor e desejo até de casamento. Entretanto, Leazinha não considerava a possibilidade.
Em uma certa manhã de domingo, ela corria na Beira-Mar, quando reencontrou-se com Bernardo, por acaso. Os dois conversaram, até que ele afirmou que estava noivo. Ela desejou felicidades a ele e a futura esposa. Bernardo perguntou se Leazinha topava ser sua amante. Leazinha, obviamente, deu um tapa em sua cara. Ela gostava de sentir o prazer, o desejo, e não a traição. Sua vida era de mulher solteira e livre, e não de vadia de homens desonestos.
Por anos, Leazinha seguia sua vida entregue aos seus desejos sexuais e metas profissionais, além de ser uma filha perfeita para seus pais. Ela pensa em adotar uma criança e ser uma mãe maravilhosa para alguma criança abandonada, algum dia, mas nunca ter um macho para a aperrear o juízo.
Ela seguia sua vida, sem medo de julgamentos, a vida era sua e ninguém iria viver por ela.



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