Nem percebemos quando começou
Nossos corpos queriam viver essa catarse
A lua testemunhou duas almas voluptuosas
Experimentando algo devasso, impuro e gostoso
Vivemos por algumas breves horas o tal do proibido
Namorando como dois jovens inocentes
Sentindo o real e intenso sabor do libido
Entregando-se ao desejo sem ouvir nossas mentes
Mansamente, o tal do Sol surge
Fingindo que nada viu entre aqueles lençóis,
Como nós dois, disfarçando normalidade
Apesar dos corpos despidos e despudorados
Com o caminhar do astro rei no Horizonte
Continuamos a vida matutina e vespertina como amigos
Ninguém desconfiou de nada, absolutamente nada
Apenas ela, a lua, sabe que nos amamos como dois vadios


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