Era uma noite qualquer, quando sonhei contigo mais uma vez. E em outra noite qualquer… e mais uma noite… outra… outra… milhares de noites, e eu sonhando contigo.
A ciência afirma que sonhamos apenas com pessoas que já enxergamos em nosso dia-a-dia, se isso for um fato irrevogável, creio que já te vi em algum lugar. Porém… Onde? Quando? Em que momento? E porque você é a protagonista favorita de meus sonhos?
Um certo dia, estava sentado na cadeira da janela do 031 Borges de Melo/Papicu, quando, de repente, você senta ao meu lado. Estava com uma cara típica de quem trabalha no sistema 6×1, 6 dias se matando e 1 dormindo. Se isso é verdade, será que nesse dia único de paz, você sonhava comigo? Não tenho a mínima ideia! Entretanto, ao me ver, você fez uma cara de espanto, que me espantou do mesmo tanto. Você tentou disfarçar, mas teus olhos insistiram em me olhar e se assustar.
Antes de descer em tua parada, ali próximo da Francisco Sá, você me deu um beijo, e me avisou: “Não some, pois você é o cara que me faz muito feliz nos sonhos! Pega esse mesmo ônibus amanhã! Beijos, meu amado!”
Quando ela desceu, eu fiquei sorrindo feito um bobo, e ciente de que ela existia, e que podia sim, amar e ser amado. A ciência não errou, provavelmente, meus sonhos já tinham a captado naquele ônibus lotado, mas os olhos cansados e o coração fracassado, nem notou.
Não importa o que eu faria no dia seguinte, eu iria pegar aquele ônibus… se fosse preciso, todos os dias, até o dia que nosso amor se tornasse irrevogável!


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