Letra
Do Orun, a herança africana
Quilombola paulistana
Vestindo a fina flor da malandragem,
Provou que o samba não é vadiagem.
Nos terreiros de café,
“Nêga” cantava, espalhava a sua fé… (Axé!!)
Até raiar o dia,
“Nêgo” tocava na zabumba e o boi gemia
Oh, tumba! Moleque tumba!
Eu vi, na Praça da Sé,
Roda de partido alto,
Valente cair de pé
Batucada de engraxate,
Pandeiro e cuíca,
E no Largo da Banana,
Malandro jogar tiririca.
(Tem que respeitar!)
Sou negritude nos cordões,
Fiz do cortiço meus salões
A burguesia se rendeu,
E o samba sobreviveu
(E nunca vai morrer!)
Se a Pauliceia tem memória,
Resgatem os antigos carnavais
É preta a cor da nossa história
Modupé aos Cardeais!
Gira, ê Matamba! Ê Manaundê!
Vai buscar Pé Rachado,
Carlão, Inocêncio e Nenê.
Oyá Matamba!
Levanta poeira do chão,
Traz Madrinha Eunice… ôô…
Pra benzer meu pavilhão!
Ogã, mete a mão no tambor,
Pra mostrar o valor dessa gente bamba!
Vem ver a cidade cantar
Quem plantou a semente do samba!
Ogã, Ogã…
Mete a mão no tambor,
Pra mostrar o valor da escola de samba
Vem ver o Anhembi balançar,
Pra coroar essa gente bamba!



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