Leazinha sempre foi o tipo de mulher que amava com intensidade. Aos 18 anos, seu coração era um campo aberto, pronto para ser explorado. O primeiro amor foi Lucas, um músico sonhador que a ensinou a tocar violão e a ver beleza nas pequenas coisas. Mas os sonhos de Lucas eram maiores do que o relacionamento, e ele partiu para buscar sua carreira em outra cidade.
Aos 23, ela se apaixonou por Rafael, um advogado ambicioso que a levou para jantares luxuosos e viagens inesquecíveis. No entanto, a pressão por perfeição sufocou Leazinha, e eles se separaram quando ela percebeu que não queria viver uma vida baseada em expectativas alheias.
Nos anos seguintes, ela teve casos bem aleatórios: o fotógrafo, que vivia a fotografando pelada e postando no Privacy para ganhar dinheiro com a nudez de sua pseudonamorada; o professor de filosofia, que a questionava perfeitamente em cada queixa dela sobre o relacionamento; e até mesmo o empresário casado, que prometeu deixar tudo para ficar com ela, mas a chamou de secretária na frente da esposa, quando encontraram-se, aleatoriamente, no São Luís da Virgílio Távora. Cada experiência a moldou, mas todas foram terríveis, Leazinha parecia que jamais iria amar na vida!

Paralelamente, Bernardo, irmão de sua melhor amiga Luiza, sempre esteve presente em sua vida. Desde a adolescência, ele era aquele que a ouvia, que a fazia rir nos momentos mais difíceis e que sabia exatamente o que dizer quando ela estava perdida. Porém, Leazinha nunca o viu como um cara para namorar. Ele era “o irmão da Luiza”, alguém confiável, mas fora do radar romântico.
Aos 35, Leazinha decidiu que precisava de uma pausa nos amores aleatórios. Ela começou a investir em si mesma, dedicando-se apenas ao trabalho, e às vezes, à pinturas, sendo este último, recomendado por sua terapeuta, Doutora Isadora.
Foi nesse período que Leazinha percebeu que Bernardo estava sempre ali, silenciosamente apaixonado por ela. Ele nunca havia tentado nada, pois era um lento e se cagava de medo de levar um “Não”
Um dia, durante um café na casa de Luiza, Bernardo finalmente falou. Disse que a amava desde sempre, mas que nunca quis atrapalhar a vida de Leazinha. Na agonia de viver um grande amor, Leazinha agarrou o Bernardo, o beijou, e nunca mais o largou.
Aos 40, subiram ao altar, casaram-se. Não foi como nos contos de fadas, mas era muito mais real e profundo. Enquanto dançavam no casamento, Leazinha percebeu que o amor verdadeiro é algo que a vida lhe traz quando menos se imagina – “Vida gaiata!”


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