Leonel era louco de amor por Maria, mas não confessava isso a ela, isso porque ele se sentia muito “sei lá” perto dela. Era como se o “Não” fosse a única resposta possível de se ouvir de sua amada donzela.
Em uma determinada tarde, Leonel confessou a sua mãe que era louco de amores por Maria. Sua mãe, Dona Pepeu, motivou o filho, afirmou que o “Não” ele já tinha, entretanto, ele poderia se surpreender. Vai que Maria era louca de amores por ele também. Leonel encheu o coração de esperança e foi atrás.
No dia seguinte, das diversas hipóteses que ele desenvolveu no caminho de casa até a escola, apenas em uma, Maria lhe responderia “Sim”. Não tinha Doutor Estranho que alterasse aquelas possibilidades. Entretanto, ele deveria ter a coragem de perguntar.
No intervalo, Leonel se meteu entre as amigas de Maria, e pediu para que ela o escutasse, pois ele tinha algo importante para falar.
Em um dos bancos da escola, Leonel desabafou tudo o que tinha no coração. Maria emocionou-se! Afirmou que nunca ninguém havia se declarado para ela, daquela maneira tão linda, porém a única resposta que ela poderia dar era um infeliz “Não”, visto que ele não era o tipo de rapaz que a agradava. Ela saiu dali… ele, desolado, ficou.
No retorno para casa, Leonel encontrou Messina, uma menina linda que ficou com tanto dó dele, após o toco de Maria, que se apaixonou e teve 5 filhos com ele. Se Maria nunca tivesse dando aquele “Não”, nunca ouviríamos falar de Leonel e Messina. Nunca ouvimos, é verdade, mas eles formam um dos casais mais fofos da história da Literatura brasileira.
Tudo é uma questão Matemática!


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