RESUMO
O ensaio propõe discutir a dança como recurso terapêutico, a partir de diferentes concepções de corporeidade e práticas corporais, com ênfase na abordagem socionômica. Com base em uma revisão narrativa de literatura, articula referenciais da socionomia, fenomenologia, psicoterapia corporal e biodança, evidenciando a importância do corpo como campo vivido, expressivo e relacional. Critica o paradigma racionalista e dualista que fragmenta o ser humano e defende a integração entre corpo, mente e mundo como via de conhecimento e cura. A dança terapêutica é compreendida como prática comunitária que favorece processos de percepção, simbolização, integração e pertencimento, estimulando o fortalecimento pessoal, relacional e coletivo. Conclui-se que dançar é um ato de reconstrução de sentidos e uma prática de cuidado que legitima o corpo como fonte de saber, ampliando as possibilidades de intervenção terapêutica e de promoção da saúde em contextos grupais de vulnerabilidade.
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Autora: Mariana Leão Côrtes Berquó
Ano 2026
Periódico: Motrivivência
Ref:
BERQUÓ, Mariana Leão Côrtes. A dança como caminho terapêutico. Motrivivência, Florianópolis, v. 38, n. 69, p. 1–14, 2026.


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