Contos Dexaketo

A Gótica e as Capivaras

Era para ser só um passeio no parque, mas a jovem Maya queria que o contato com a natureza fosse algo inesquecível.

Nesse passeio encantou-se com os pássaros, com as borboletas, com a beleza do céu, que estava límpido e pronto para exaltar os encantos que apenas a natureza é capaz de demonstrar.

Já ao fim do passeio, Maya encantou-se com a calma e a beleza das Capivaras. De imediato, aproximou-se daquele animal tão cativante. O que ela não imaginava era que os animais também se sentiriam felizes com a companhia daquela jovem gótica. Se suas roupas pretas e tatuagens podiam assustar seres humanos, encantava aquelas pacatas obras sublimes da natureza.

O encanto não se deu apenas pelo momento, a natureza estava em seu auge, naquele período vespertino, mas pelo encontro de almas, entre a jovem humana e as simpáticas capivaras. Para registro daquele momento único, a jovem tirou uma foto e guardou para sempre no Google Photos e também no coração.

Seu amigo, que a acompanhava, perguntou porque ela estava tão emocionada, isso, logo após saírem de perto das capivaras. Maya respondeu: “Nenhum momento foi tão sincero e tão real como esse em que vivi com elas. Elas gostaram de mim e eu gostei delas, apenas por gostar, sem necessidade de requisitos. Apenas gostamos de estarmos ali por perto, uma da outra. E mesmo sem toques ou trocas de palavras, porque nem sou a Dra. Dolittle, foi algo mágico e incrível de se sentir. Um sentimento puro e real… Lindo demais de se viver!”

Maya e seu amigo voltaram para casa e foram viver suas vidas cotidianas logo depois, entretanto, Maya sempre que podia voltava ao parque e reencontrava as Capivaras. Aquele sentimento de felicidade merecia não acontecer apenas uma vez. Amizade raiz, mesmo ela não sendo a Doutora Dolittle.

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