Dexaketo

Simplesmente Gaiato

Minha Eterna Paixão Platônica

Olhei nos olhos dela e disse que a amava há 25 anos! Ela sorriu…

Tinha apenas 5 anos quando a vi pela primeira vez. Estudávamos na mesma Pré-Escola. Ela, toda linda, toda trabalhada no cachinhos, e eu, com apenas 5 anos já apaixonado. Ela sorriu e me deu um tchauzinho, durante todo aquele ano, e foi lindo!

O destino nos separou, cada um foi para o seu lado…

Mas aos 10 anos, quis o destino que morássemos no mesmo prédio. Todo dia, dividíamos o mesmo elevador do apartamento à garagem. Ela era linda com aquele gigolé e com aquele uniforme. Durante todo aquele ano, nossas mães viviam conversando naqueles breves 30 segundos, porém eu só a admirava. Mas ganhei um tchauzinho, uma vez, e foi lindo!

Entretanto, meus pais se separaram no dia seguinte ao tchauzinho, fui com minha mãe para outra cidade.

Mas aos 17 anos, quis o destino que pegássemos o mesmo ônibus para irmos ao colégio todo dia. Ela seguia linda, todavia se não me notava com 10 anos, exuberante como era aos 17, cheia de amigas e amigos interessantes, nunca perceberia o “feinho”. Porém, uma única vez, ela sentou do meu lado. Ao me ver, teve a impressão de que me conhecia e me perguntou, mas eu só balancei a cabeça afirmando que “não”. Você sorriu e nada mais fez. Eu fiquei com seu cheiro e sua voz na cabeça, porém nada fiz.

Quis o destino que após essa inédita “conversação”, o ônibus mudasse o seu horário, e o que eu pegava passaria a não ser o mesmo que você pegava.

Agora aos 30 anos, estava eu, no meu trabalho, sendo Professor de Natação, quando, de repente, você me aparece com sua filha. A pequena bebê havia sido fruto de um casamento que acabou no parto daquela linda criança. No dia que você me apareceu pela primeira vez, não conseguia dar a aula, só queria te observar e ter aquela bebê como filha. Você notou, e na segunda aula, me perguntou: “Eu te conheço, né? Você pegava o mesmo elevador que eu e minha mãe, quando éramos crianças!… Você também era o mesmo do ônibus… Pera, você é o mesmo da Pré-Escola! Professor, tu poderia conversar comigo depois da aula?” Eu aceitei, mas sem voz e com as pernas trêmulas.

No fim da aula, após sua filha ter ido para casa do pai, visto que era guarda compartilhada, eu olhei nos seus olhos e disse que a amava há 25 anos! Você sorriu e confessou que eu também era o seu amor secreto, que vivia tímida ao me ver no elevador e por isso nunca puxou conversa. A gente riu, e depois de 5 anos, estamos casados e com um irmão para aquela bebê que nos ajudou a viver o amor.

Às vezes, quem você tanto ama, também te ama, mas nenhum dos dois sabem… Eu dei sorte, e agradeço demais! Amar é tão bom!

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