Bernardo e Leazinha já moravam, há cerca de dois meses, na rua. Com a proximidade do Natal, Bernardo resolve ter uma ideia extremista – Vamos dar nosso filho João para alguma família rica cuidar – Leazinha, obviamente, foi contra a ideia, inicialmente, entretanto, com cair da Noite, e o sexto dia consecutivo comendo apenas os restos do que sobrava nos supermercados, ela aceita.
Ao encontrar uma rara mansão na aldeota, visto que hoje tudo é prédio o casal toca a campainha, mas antes deles saírem correndo deixando o menino na porta, a dona da casa, dona Luiza, pergunta o que estava ocorrendo ali. Com lágrimas nos rostos, o casal conta tudo e confessa qual era a real intenção deles.
Após ouvir a história dos dois, dona Luiza chama o casal para ceiar com ela naquela noite de natal. Luiza desabafa, apesar de ter muitas riquezas, só vi a sua família quando eles precisavam de algum dia. Ela era uma pessoa completamente só. Bernardo e Leazinha consolam o coração daquela senhora.
No final daquela noite, já próximo da décima segunda badalada, Luiza pergunta se Leazinha e Bernardo possuíam alguma família no interior. Eles confessam que vieram à trabalho para Capital, mas acabaram demitidos e sem dinheiro para continuarem na casa que havia alugado, por isso estavam na rua. Luiza então resolve pagar a passagem para eles retornarem para o interior. Os olhos do casal brilhavam intensamente, não iriam mais precisar deixar o filho ali.
Já na madrugada, Luiza deixa o casal na rodoviária, que retorna ao seu interior, e assim todo mundo terminava aquela história feliz… Menos Luiza, que passaria mais uma noite de Natal sozinha. Todavía, Bernardo pergunta se Luiza não topava ir para o interior com eles, passar, pelo menos, o Natal. Luiza compra uma passagem e vai com eles.
Aquela noite se tornaria inesquecível para aquelas quatro pessoas, principalmente para o bebê, que iria perder seus pais, mas acabou foi ganhando uma madrinha.
Jingle Bells!!!


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