RESUMO
O Comitê Olímpico Internacional construiu, ao longo de sua história, um discurso de neutralidade, buscando separar o esporte da política, tendo estabelecido recomendações e regulamentações que visavam impedir a apropriação do esporte olímpico para finalidades do tipo. Mas, contraditoriamente, é possível identificar, em suas práticas internas, processos de disputa, dominação e uso do poder que caracterizam o Movimento Olímpico como tecnologia política a serviço de um sistema disciplinador, coercitivo e excludente. O objetivo deste artigo foi investigar como se configurou essa modalidade de poder a partir da análise de documentos oficiais e processos de tomada de decisão, no período que vai da criação do COI até meados da década de 1950.
Autores: Stefanie Hesse Alves e Sérgio Settani Giglio
Ano 2024
FuLiA/UFMG
Ref.:
ALVES, Stefanie Hesse; GIGLIO, Sérgio Settani. Esporte Olímpico como tecnologia política: contradições no princípio da neutralidade (1920-1955). FuLiA/UFMG, v. 9, n. 3, p. 31-54, 2024.


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