Dexaketo

Simplesmente Gaiato

Amor Perdido

Nas frias sombras do meu quarto antigo,
O eco de teus passos ainda mora,
Mas teu olhar, outrora meu abrigo,
Já não aquieta a alma que chora.

Rasgaste o véu do amor, teu doce engano,
Deixando em mim só cinzas e tormento;
O pranto que derramo, insano e lento,
É rio sem fim que arrasta o meu quebranto.

Ah! Por que juras falsas, lábios frios,
Se a morte apenas pode apagar teu nome?
Nas veias corre o amor, não sangue, frio…

E mesmo após o último suspiro, oh demente,
Teu rosto há de brilhar no meu delírio,
Pois amar-te é meu destino, eternamente.

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