Bromismo

Assim Não Sou Eu

Em cada olhar, um jogo de desdém,
Exigem que eu vista a grife, o luxo vão,
Mas meu estandarte é o algodão,
O manto que traz cores do meu time.

Não sou manequim de passarela, não,
Minha elegância é a camisa suada,
O escudo no peito, a honra conquistada,
Não troco por sedas de falsa ostentação.

Criticam meu estilo, meu refrão,
Dizem que a moda é lei, norma sagrada,
Mas minha alma é tribo, raiz aprisionada,
No tecido que canta minha paixão.

Que se quebrem espelhos da vaidade fria,
Prefiro a liberdade — minha camisa é a poesia.

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