No peito ecoa uma canção de ausência,
Saudade que se faz dor e tormento.
A alma, órfã, procura tua essência,
No vácuo onde outrora houve alento.
A noite cai, sem teu aroma antigo,
O vento geme um nome já perdido.
O leito frio é um retrato contigo,
E o tempo, lento, rasga o meu vestido.
Teus olhos eram sóis na escuridão,
Agora são faróis que me abandonam.
Em sonhos, busco em vão tua canção,
Mas só encontro ecos que me enganam.
Ah, mulher amada, em mim sempre viva,
Na saudade que arde e me cativa.


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