No chão da fábrica, o operário forte,
Com mãos calejadas pelo ofício,
Encontra um olhar que lhe desconforte,
Um brilho de luz no meio do vício.
Ela, filha do patrão, em trajes finos,
Desce ao mundo rude, onde ele habita;
Nos gestos tímidos, toques divinos,
Uma paixão proibida palpita.
O amor, como faísca em pele nua,
Ignora barreiras, classes, distâncias,
E os corpos se buscam na volúpia crua,
Como se o mundo fosse feito de danças.
Mas entre o martelo e a seda, é cruel:
Seu amor é pecado, mas tão fiel.


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