Dexaketo

Simplesmente Gaiato

Unidos da Tijuca – Sambas Finalistas – Carnaval 2022

*** LETRA DOS SAMBAS ***

Anderson Benson e Cia (00:06)

ALTO CÉU
DE TUPANA E YURUPARI
DUAS FORÇAS QUE VÃO FLUIR
A ENERGIA DE MONÃ
QUE EQUILIBRA O BEM E O MAL
UM LUGAR ONDE AS PEDRAS PODIAM FALAR
ONDE IRMÃOS DESFRUTAVAM
A BELEZA SINGULAR
ANHYÃ, BELA E HABILIDOSA
MAS A COBRA ARDILOSA USA A FLOR PRA LHE TOCAR

E NASCE KAHU’Ê O CURUMIM
DE OLHOS ALEGRES…SEMPRE ASSIM
PRESENÇA TÃO BREVE
A INGENUIDADE SUCUMBE À MALDADE

RENASCE KAHU’Ê O CURUMIM
SEUS OLHOS ALEGRES NÃO TÊM FIM
POIS O BEM É MAIOR, VAI REEXISTIR

VIDA LIGEIRA, PASSAGEIRA
PLANTADA NO SOLO DA PURA EMOÇÃO
DE PELE VERMELHA, OS FRUTOS DE UMA NAÇÃO
VIDA INOCENTE, VIRA SEMENTE
E AO SOM DE UMA AVE A CANTAR
FLORESCE IMPONENTE O POVO DO GUARANÁ
E SE A COBIÇA E O FOGO CHEGAREM NA ALDEIA
DEIXA A FORÇA MAWÉ RESSURGIR
E SORRIR QUANDO O SOL RELUZIR
NESSE DIA ELES VÃO TEMER
E O AMOR VAI VENCER

ERÊ, ESSA MATA É SUA
ERÊ, VEM PROVAR DOCE MEL
WARANÃ DA TIJUCA
VEM BRINCAR NO BOREL


Dudu Nobre e Cia (05:30)

Raiou, tupana tecendo o horizonte
E viu ao longe a escuridão de Yurupari
Annhyã-Muasawê, a perfeição no olhar de monã
Ao exalar o perfume da flor
Gerou a semente na tez da manhã
Brota às margens do igarapé
Fruto da inveja do próprio sangue
Sagrado encanto da castanha do mirim
Fez a serpente se lançar no kurumin

Auê povo Mawé, Waty testemunhou
A lágrima sentida pela dor
Aos olhos de kauhê, o amor não sucumbiu
Vermelho é a cor do Brasil!

Sateré mawé
O guardião da essência ancestral
Viu florescer waranã sessé
O elixir original
KIÔ KIÔ nosso brado pela mata
Ê Caraíba, o meu povo está de pé
Senhor, Que Cacique é você
Sem a força da Jurema e a flecha de Odé?
Por Onde queimam meu chão
Faz-se a lei mais obscura
Índio é dono do quinhão mesmo sem a escritura
Sou Cauê erê mirim, mais um filho brasileiro
A aldeia incorporada no terreiro

Sob o céu de Monã, minha tribo Tijuca
Evoca pra luta, a chama do bem
Resistência fez raiz em Galdinos, Raonís
O povo da mata não teme ninguém


Leandro Gaúcho e Cia (10:50)

Sob o clarão da lua cheia
Evoco a energia de Tupanã
Espelho do encanto da aldeia
Um Mawé, o filho de Anhyã
Quem sabe foi seu pranto que “apagou”
Curou a terra ao suplicar de dor
Do mal de Yurupari ao ciclo de Monã
Do ventre vi surgir a luz guardiã
Kahuê, enfrenta a serpente de Nusoken
“Dono da terra” não teme ninguém
Reexiste no vermelho, Waranã

AUÊ, MAWÉ! É CANTO KARAXUÉ
AUÊ, MAWÉ! HERANÇA ANCESTRAL
SEMENTE DA NATUREZA, MAGIA DE SATERÉ
PREPARA O ÇAPÓ PRA COMEÇAR O RITUAL

À sombra de outro dia retornou
Um mito que a maldade concebeu
Vermelho cor de sangue é o que nos resta
Sangra o verde da floresta
Quando a mata veste breu
Clamo a tribo Brasil
Meu povo Juruna e Tupinambá
Ecoa um brado de esperança
Somos todos filhos da nação Guaraná
O som que vem dos tambores e maracás
À luz de Aruanda incorpora os ancestrais
Chama erês e caboclos ao coração da Jurema
Um basta ao homem mal que nos condena

CANTO MOROKYE… TRIBO TIJUCANA
É FLECHA VIVA PARA O SONHO VERDEJAR
O GRITO DO BOREL AINDA ECOA
LANÇO AO RIO UMA CANOA
PRO FUTURO PRESERVAR

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