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Um Almoço no Shopping

Tudo na vida é complexo, até um almoço pode ser interessante de se observar, ainda mais em lugar público.

Eu estava a desfrutar de um suculento Burritos de frango, quando comecei a notar o mundo de histórias ao meu redor. Em alguns segundos, várias surgiram diante os meus olhos.

No meu lado Noroeste, tinha um casal que comemorava 30 anos de casados! A comemoração era um almoço simples regado a uma bela torre de cerveja. Eram 30 anos e pareciam dois ficantes no primeiro encontro. Como soube que eram 30 anos? A esposa, em um determinado momento, beijou o marido e disse: “30 anos casados com essa criança reia gostosa de mãe!” O amor e seus mugangos com a voz.

No meu lado Norte, um casal e um filho, aonde cada um tinha um prato diferente. A criança comia sushi com Coca-Cola, o pai, salada com Heineken, a mãe, uma bela pratada de arroz com Maminha e um suco de cor alaranjada. O pai sujou sua camisa com o nome New York City, a criança mangou e a mãe avisou que ele ia lavar, para deixar de ser desastrado. A criança falou que o papai parecia que era filho da mamãe. O pai riu e disse que a culpa era da salada.

No meu lado leste, um garoto que não almoçava comida, mas engolia cada letra que escrevia no caderno. Altamente concentrado, parecia minha ex estudando, logo percebi que ele estava se preparando para um concurso público. Ele tanto riscou no papel, que dormiu. Aparentava está exausto. Quando despertou, tornou a estudar ainda mais forte. O garoto tinha foco, isso era inegável!

No meu lado oeste, um homem indignado que foi forçado a ir a um almoço entre amigos. A esposa dele pediu desculpas aos outros na mesa pela ignorância que ele teve algumas várias vezes. Quando a comida chegou, ele se negou a comer e disse que era para está em casa. O clima seguiu ruim até que o cara foi embora. A esposa disse que depois se entendia com ele, mas perder o macarrão do Vignoli, que ela não iria.

No meu lado sul, ou seja, na mesa atrás de mim, um casal almoçando com o pai da menina. O cara estava todo aprumado e tentava impressionar o sogrão, com argumentos e palavras rebuscadas. Quando a conversa estava começando a ficar bem chata, o sogrão sumiu por alguns minutos, e depois voltou com uma cerveja estupidamente gelada, puxando uma conversa mais informal. Poucos minutos depois, o sogro e o genro pareciam dois integrantes da TUF, de tanto que falavam de Voyvoda e do Fortaleza. A menina só sorria ao perceber que o seu pai tinha aprovado o genro.

Depois disso, outras histórias surgiram, mas se eu fosse escrever, ia terminar esse texto nunca. Quando a vida te dar um almoço, você retribui com um post no blog!

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