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À caminho do Trabalho – A Saga de Bicicletar

Era um dia de muita chuva na turbulenta Fortaleza, os carros estavam afundados em meio a tanta água e os pedestres eram banhados nas calçadas, a cada carro que passava. Enquanto isso, um jovem guerreiro queria apenas chegar no seu trabalho.

Ao sair de casa, ele tentou pegar um Uber, mas estava em valor dinâmico, um valor tão absurdo, que estava caro até para um xeque árabe. Ele tentou ir de bicicleta compartilhada, mas a estação 96, não havia bicicletas disponíveis. O jeito foi ir de ônibus, no famoso e empoderante – Grande Circular. Para sua sorte, este chegou na hora de sempre. Ele sentou-se e tranquilizou-se, pegando o ônibus na hora dificilmente atrasaria.

A cidade estava um caos, o ônibus que ele estava não saía do canto, pois pegaria 3 grandes engarrafamentos até chegar na tão desejada parada. O pior engarrafamento foi na Avenida da Abolição, aonde além da água, tinha um obra da prefeitura. Pense num sufoco medonho!

Para chegar no horário, ele pensou em pegar uma bicicleta compartilhada na estação do Náutico, porém a estação simplesmente desapareceu, reza a lenda que ela foi engolida pelos buracos feitos pela Prefeitura, próximo àquele clube. Então, ele desceu aonde sempre desce, na parada da José Napoleão.

Ao descer do ônibus, a chuva seguiu forte, ele não tinha tempo para tentar se proteger, ele tinha que ir ao trabalho, precisava bater o ponto no horário. A chuva aperta ainda mais! Ele lembra, então, da estação da Rua Ana Bilhar! Correndo pelas ruas do Meirelles feito um pato, ele chega até a estação 12 e retira uma bicicleta para ele. O Galvão chamou o Olodum para comemorar tamanha façanha!

O alívio de nosso mocinho era evidente, se ele andasse como sempre andou na bicicleta, chegaria 5 minutos antes de bater o ponto. Mas quem disse que o destino concordaria com isso? Ao tentar liberar uma bicicleta, a estação sempre o direcionava para uma bicicleta com o pneu furado, e o pior, para trocar a escolha do sistema, ele perdia segundos preciosos. Depois de gritar contra Deus e até chutar a estação, a estação liberou sua melhor bicicleta. A chuva ainda seguia como se não houvesse amanhã! Chuva de um ano caía em minutos!

Ele sabia que ainda poderia chegar no horário, mas ele estava em Fortaleza, a Terra dos motoristas doidos! Um carro entra de uma vez no cruzamento da Dias da Rocha com República do Líbano. Nosso guerreiro cai da bicicleta, se rala todo, mas salva o celular. Sem tempo para chorar da queda, ele se ergue e continua. Ele estava mais imparável que o Messi em seus tempos áureos de Barcelona. A bicicleta era boa mesmo, já que seguia intacta. Quem via de fora, não via um cara numa bicicleta da prefeitura, mas a figura ciclística de Michael Schumacher, de tão rápido que ia!

Felicidade! Ele chega no trabalho, devolve a bicicleta na estação 4! Sua perna estava ralada, seu psicológico abatido, seu caminho pro trabalho parecia prova de resistência do Big Brother Brasil, mas deu certo! Depois de toda essa aventura, ele bateu o ponto no horário! Sim, nossa história teve um final feliz.

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