Ele, um garoto de 16 anos, ainda conhecendo o amor! Difícil imaginar que alguém se envolva assim com tão pouca idade, porém, ele não queria viver aquele sentimento, porém o sentimento insistia em viver nele.
A grande paixão de sua vida era uma menina, com também 16 anos, que morava em frente a sua casa. Ela o encantava toda vez que dava um simples bom dia – Tão educada, linda, fascinante e um conjunto de adjetivos a serem inventados na língua portuguesa – Era um poeta.
Ele um dia resolveu que precisava deixar de imaginar esse amor, mas que precisava vivê-lo. Logo, se direcionou àquela que o seu coração batia fortemente todos os dias.
Após uma declaração impávida, belíssima e cheia de amor. A menina sorriu e afirmou: “Sou lésbica! Perdão! Se eu gostasse de homem, seria lindo ser sua, mas eu prefiro meninas. Jogo no mesmo time que o seu. Sem problemas, né?” Ele ficou triste, mas afirmou que estava tudo bem.
Ainda naquele dia, e por mais alguns outros dias, ele no quarto ficou, escutava Djavan – “Um dia frio/Um bom lugar pra ler um livro/E o pensamento lá em você/Eu sem você não vivo/Um dia triste/Toda fragilidade incide/E o pensamento lá em você/E tudo me divide…” – e chorava, intensamente, chorava.


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