Dexaketo

Simplesmente Gaiato

Leazinha e a Maldição do Amor

Desolada estava ela. Olhando para o mar, aos prantos após ser traída mais uma vez. Ela não sabia porque todos os homens que conhecia a traía, parecia um fardo, uma maldição

Uma certa noite, caminhando até a parada de ônibus na Santos Dumont, ela quase foi atropelada por um carro vermelho. Indignada com a situação evidente, Leazinha pensou que a vida a odiava. Entretanto, na parada, ela conheceu Luiza. Ambas dividiram histórias, como se conhecessem há séculos. Por coincidência, elas acabaram por pegar o mesmo ônibus.

Durante o caminho, Luiza afirmou que era bissexual e que Leazinha havia a atraído bastante. Após ser tantas vezes traídas por homens, Leazinha, antes mesmo de chegar em sua parada, resolveu beijar Luiza, e ali, já quase no Terminal do Siqueira, começou uma breve história de amor

Sabendo que pegavam o mesmo ônibus, as duas começaram a combinar para se verem todos os dias. Leazinha nunca esteve tão feliz em um caso de amor. Leazinha e Luiza eram um casal fofo, bonito e muito apaixonado. Agora Leazinha sabia que era para sempre.

Entretanto, a sua sina era sua sina! Luiza começou a “furar” com os encontros. Era uma hora mais no trabalho na volta ou alguma coisa “repentina” em sua casa na ida, ou qualquer motivo besta para elas não se verem em algum encontro marcado. Leazinha era veterana em casos de chifre, percebeu que havia algo ali.

Em uma certa noite, Leazinha recebeu mais um “atraso” de Luiza. Logo, ela resolveu esperar Luiza em um lugar próximo da parada, e então, veio o flagra, Luiza nos amassos com um cara tatuado e bonitão. Mas não eram qualquer amassos, eram “OS” amassos. Leazinha apareceu “do nada” surpreendendo Luiza. Leazinha sorriu, deu um beijo em Luiza e disse: “Tchau!”

Leazinha desceu até a praia, e novamente, se viu traída. Percebeu que sua sina não eram apenas com homens, também eram com mulheres. Enquanto olhava para a lua, a questionou, pois até a Lua traiu Joelma. Leazinha sentia que ser traída fazia parte de um roteiro cruel que a perseguia na vida.

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