Dexaketo

Simplesmente Gaiato

Ela Só Quer Saber do Ragatanga

Já tão distante de 2002, percebo que as coisas não mudam tanto assim. Minha filha, Leazinha, uma doce menina de 12 anos, vive o auge de sua entrada na adolescência como, provavelmente, sua mãe, Ludmila viveu. Eu, que aos 12 anos era um espectador de sua mãe no pátio do colégio, agora vejo minha doce Leazinha dançar e um tal de Bernardinho ficar a admirando como um bobo.

Ontem mesmo, Leazinha trouxe suas amigas, 4 meninas do colégio para ficarem no quarto ensaiando uma dança para a apresentação da gincana do colégio. Até aí tudo bem. Quando liguei a TV para ver a novela das Sete, escuto uma música vindo do quarto dela. Sim, aquela música. Sim, aquela que se tocar ao contrário, escuta o diabo. Sim, aquela que parecia uma doença nacional. Sim, aquela que inventou a dancinha antes mesmo do TikTok.

Eu corro para o quarto e vejo o “Aserehe ra de re De hebe tu de hebere seibiunouba mahabi An de bugui an de buididipi” tocando de novo em minha vida. Começo a rir, minha esposa sorri e afirma: “E assim, você me conheceu. Eu, toda Luciana, e você lá que nem bobo!” Eu sorrio e digo: “Agora só falta o Lula ganhar a eleição e o Brasil levar a Copa. Pronto, ela viverá 2002, como nós!” Eu beijo minha esposa, deixo as meninas dançarem o Rouge e vou ver a novela das sete.

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