Uma das maiores obras-primas da história da teledramaturgia brasileira! Pedra Sobre Pedra, de Aguinaldo Silva, é perfeita do primeiro ao último capítulo.

A novela usa o Realismo Fantástico de maneira primorosa. Qual mulher do Brasil não quis comer a flor de Jorge Tadeu? O vilão, o cínico Candido Alegria, fez um pacto com o cão e não morreu, mas virou Pedra.
Adamastor, o gay da história, teve um Final Feliz (Em 1992 era raridade, normalmente, os gays morriam a pedido do público). Sérgio Cabeleira, que passou a novela fugindo da Lua, se entregou ao satélite no capítulo final. Leonardo Pontes e Marina Batista não permitiram o amor deles não existir, apesar da briga entre as famílias Batista e Pontes, casaram-se escondidos e viveram intensamente esse amor por quase toda a novela. Hilda, minha filha, que passou a novela sofrendo, engolindo as traições do marido, Murilo Pontes, não perdoou no fim, e foi viver sua vida, amando-se.
Aliás, Murilo Pontes, o bichão das tapiocas, terminou só, sem a esposa, sem a amante e sem a mulher que amava. Todavia, o fim de Murilo Pontes e Pilar Batista foi perfeito! Eles eram um casal, que na juventude foram enganados e assim, ao invés de alimentarem o amor, alimentaram a rixa entre as famílias. Em uma novela é comum, ao descobrirem a verdade, o casal ser feliz para sempre, entretanto, o que deixava Murilo e Pilar feliz era a boa e acalorada discussão que eles tinham sobre qualquer coisa. Eles se amavam odiar, e assim, foi no Final Feliz de ambos. Um ódio sincero, mas cheio de amor.
Todos os personagens foram bem desenhados e davam uma vida exuberante a cada cena. Uma novela curta, para a época, com “apenas” 179 capítulos (30 semanas no ar), mas escrita com maestria e executada com toda a beleza de um elenco arretado.
Uma novela que deixou o pudor de lado já na abertura, com as mulheres despidas desenhando a natureza de Resplendor.
Se tem defeitos, eu deixei de lado. Uma obra perfeita, uma das melhores de todos os tempos!
Pedra Sobre Pedra é Uma Novela: ⭐⭐⭐⭐⭐


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