Passaram-se 34 anos desde a chegada de Marina Batista à Prefeitura de Resplendor, cidade do interior da Bahia, encravada próxima da bela Chapada Diamantina. Desde seu mandato, a cidade passou por uma revolução. Apesar do progresso vindo da exploração do lençol de Diamantes, Resplendor manteve o brilho de uma cidade típica de uma novela da Globo dos anos 1990.
Desde 2024, o prefeito era João Batista Pontes, o filho de Marina Batista e Leonardo Pontes, que havia vencido naquela eleição Carla Alegria, filha de Eliane Alegria, em um dos pleitos mais disputados da história de Resplendor.
Em uma certa manhã de Janeiro, Hildinha Pontes, filha de Úrsula Pontes e “Diamantino” Pontes (Que Desde 1992 era a reencarnação de Jorge Tadeu), que ganhou esse nome em homenagem a própria tia-avó, retornou a cidade, depois de uma temporada estudando em Salvador. Ela retornava para fazer aquilo que mais gostava – Fotografar – apesar de ser formada em Geologia. Úrsula se preocupava com o fato de Hildinha parecer tanto com o “falecido” Jorge Tadeu.
Ximena e Suzana estranharam o fato de Hildinha ter o gosto pela fotografia e foram interrogar Úrsula sobre esse fato. Diamantino, que ninguém na cidade sabia que era Jorge Tadeu, acabou usando a desculpa que a “Menina sempre foi curiosa”. Ximena, que naquela altura, era Deputada Federal, precisou com urgência retornar à Brasília, mas ficou com aquilo na cabeça.
Um dia após a chegada de Hildinha, a tal árvore do espanto, destruída por Gioconda Pontes há 3 décadas, ressuscitou. Diamantino e Úrsula estranharam, pois ninguém havia morrido. Hildinha fez questão de fotografar cada detalhe da árvore. Após os cliques, Hildinha chegou para os pais e disse: “Estranho! Me senti parte daquela árvore, como se fosse filha dela”. Nesse mesmo instante, comeu uma das flores. Úrsula olhou para Diamantino e afirmou: “Essa tem teu DNA, diferente de nosso filho, o Murilinho!”

João, como prefeito, foi averiguar. Hildinha se aproximou e disse que o sabor da flor era ótimo. João comeu e adorou o gosto. Depois de provar da flor, João chamou Hildinha para ela fotografar os “detalhes” do casarão de sua avó, Pilar Batista, principalmente, dos quartos, que eram o primor da arquitetura baiana do Século XIX.
Diamantino ficou com medo de Hildinha não manter a tradição, porém Úrsula lembrou que João era casado com a filha de Jerusa e Ulisses, a senhora Francisca Queiroz (homenagearam a mãe de Ulisses).
Nos dias seguintes, outros “senhores” da cidade provaram da flor para puder retirar fotos com Hildinha Pontes. O filho de Eliane Alegria; O filho de Jerusa e Ulisses, cunhado de João; o filho de Suzana com “alguém” (era primo dela, visto que era filho de Ivonaldo, mas ninguém sabia)… Todos os homens casados da cidade estavam comendo a tal flor. Como na época do pai, a flor só se abria para o escolhido.
Murilo Pontes, ao descobrir das safadezas, tentou impor moral, falou com sua sobrinha-neta, mas ela disse que era mais forte do que ela. Quem comesse a flor, ela precisava tirar o retrato. Murilo, então, foi atrás de Pilar Batista para discutirem sobre a pouca vergonha que vinha acontecendo, mas era impossível impedir a natureza de Hildinha.
Após alguns meses, com uma caderneta cheia de nomes de legumes, referente aos maridos das esposas respolendorinas, Hildinha foi embora, retornando para Salvador. No dia seguinte à sua partida, a árvore murchou e deixou de existir. Era fato, Hildinha era filha de Jorge Tadeu!
Já na mansão dos Pontes, Diamantino pós a calça, tornou-se Jorge Tadeu, olhou para Úrsula e clamou: “Essa é minha filhota! O orgulho do pai!”. Úrsula riu e agradeceu: “Ainda bem que ela foi embora, vai que o pai resolvesse relembrar do passado, com aquela árvore erguida” Jorge Tadeu ri, afirmando que não seria uma má ideia, Úrsula dá uns “tapinhas bobos” e os dois começaram a se amar.
Enquanto isso, na praça de Resplendor, João olhava para a planta murcha e dizia: “Espero que um dia ela volte!”

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