Letra
Eu quero ver o povo se emocionar
Emoldurar minha história na Avenida
Em cada verso, a Inspiração de Deus
Rosas de Ouro reescrevendo São Mateus
Auê! Auê!
É o canto ancestral do Cricaré
Que invoca os verdadeiros guardiões
Tupinambás, Botocudos e Aimorés
Sopra o vento pela densa mata
As história o meu chão que guarda
A cor vermelha é derramada na folhagem
E aquele canto silencia sobre o breu
Entre a cruz e a espada
Resistência na batalha
Batizada “São Mateus”
Em nome do Pai, do Filho,
Mas filho do pai também sou
Porque então me escravizas
Tudo em nome do senhor
Se me fez mercadoria
Eis o meu questionamento
Benedito traz a força
e Zacimba o enfrentamento
Vieram do Além-Mar…
E na bagagem a esperança e o suor
Tecendo sonhos por uma vida melhor
Pra cada dor fiz um poema
Sou fé que se ergue no povo a dançar
Sou o pescador que namora o luar
O raio do sol que reflete
Na espuma do mar
A terra onde floresce a pimenta, o café
Sou Congo, Jongo e Quilombo
Sou eu quem resiste ao tempo e ao que vier


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