Amar é verbo que não cansa,
Nas entrelinhas do tempo ceder,
Entrelaçar raízes na esperança
E no silêncio que sabe acolher.
Ceder não é fraqueza, é semente:
No chão da alma brota a flor
Que escreve, em pétalas, a mente
Do amor que não teme a dor.
Escrevo em tinta de luar
As palavras que o peito guarda,
Versos que o vento vai levar
Às margens do ser, vida larga.
Dedico ao sol, à lua, à chuva,
A cada estrofe que nasce inteira:
Pois amar é arte que se renova
Na dança eterna da primeira vez.


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