RESUMO
Neste estudo, analisamos associações entre conhecimento sobre vacinação, intenção de vacinação, ideologia política e crença em teorias da conspiração antes e durante a pandemia da Sars-Cov-2 de 2020 na população brasileira. Foi realizado um estudo longitudinal em três coletas de dados. Os participantes responderam ao Inventário Flexível de Suspeitas de Conspiração (FICS), a questionários medindo seu conhecimento e opinião sobre vacinas e dados sociodemográficos. Os resultados obtidos foram: quanto maior a crença em teorias da conspiração sobre vacinas, menor a intenção de se vacinar, o conhecimento da vacina e as atitudes em relação ao investimento em vacinas. Religiosos, propensos à política de direita, pais e idosos pontuaram mais para FICS do que ateus/agnósticos e pessoas mais jovens. De 2019 a 2020, a intenção de vacinação e o investimento em vacinação não diferiram, mostrando que as pessoas não mudaram de opinião sobre as vacinas, independentemente da experiência pessoal ou de um cenário de pandemia. Nossa pesquisa sugere fortalecer a educação em saúde como um marco para a saúde pública e proteção de perigosas teorias da conspiração.
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Autores: Lucas Henriques Viscardi, Felipe Vilanova, Felipe Carvalho Novaes, Lessandra Michelin e Ângelo Brandelli Costa
Ano 2024
Periódico: Ciência & Saúde Coletiva
Ref:
VISCARDI, Lucas Henriques et al. O impacto de teorias da conspiração e do conhecimento sobre vacinas na intenção de vacinação: um estudo longitudinal. Ciência & Saúde Coletiva, v. 29, p. e00352023, 2024.


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