Do que mais tenho medo
É de deixar a vida sem graça
Cair numa monotonia
Irreversível e incurável
Entretanto
Percebo que ao deixá-la fluir
Ela me apresenta momentos
Que jamais imaginaria viver
Nem mesmo uma poesia criativa
Seria capaz de alinhar tantas coisas
Vividas em instantes distintos
O que mais aprecio
É que por mais que eu me organize
É natural ser improvável!


Deixe um comentário