Dexaketo

Simplesmente Gaiato

Leazinha e o Segredo do Velho Baú

Leazinha era uma menina curiosa de doze anos, com olhos castanhos que brilhavam como estrelas sempre que algo despertava sua atenção. Ela morava com a avó em uma casa antiga, cheia de cantos misteriosos e histórias esquecidas. Seu lugar favorito era o sótão, onde pilhas de livros empoeirados e objetos antigos guardavam segredos do passado.

Certa tarde, enquanto fuçava entre as tralhas, Leazinha encontrou um baú de madeira escura, com fecho enferrujado e gravuras desbotadas. O coração bateu mais forte. “Vó, posso abrir isso?” gritou. A avó, ocupada no jardim, respondeu distraída: “Se conseguir, querida, mas cuidado!”

Com um pouco de força e uma chave esquecida em uma gaveta, Leazinha abriu o baú. Dentro, havia um caderno de capa vermelha, um colar de prata com um pingente em forma de lua e uma carta amarelada. As mãos tremiam ao desdobrar o papel. A carta estava assinada por “Lorena” – o nome da bisavó que ela nunca conhecera.

“Quem encontrar este baú, saiba que o colar guarda uma promessa. Ele pertenceu à primeira mulher de nossa família a cruzar o oceano. Use-o com coragem, e ele te mostrará o caminho.”

Intrigada, Leazinha colocou o colar. No mesmo instante, uma brisa fria invadiu o sótão, e as sombras pareceram dançar. O caderno, então, abriu-se sozinho, revelando páginas antes em branco, agora cheias de escritas e desenhos: mapas de lugares desconhecidos, plantas raras e anotações sobre “portais escondidos”.

Foi assim que Leazinha descobriu o segredo da família: as mulheres de seu sangue sempre foram guardiãs de passagens para outros mundos. O colar era a chave. Com um suspiro decidido, ela seguiu as instruções do caderno até o bosque atrás de casa, onde uma antiga árvore oca escondia uma porta invisível.

Ao tocar o pingente no tronco, um arco de luz azul surgiu. Leazinha sorriu, sentindo o chamado da aventura. “Até logo, Vó!” murmurou, antes de cruzar para o desconhecido.

Do outro lado, um céu cor-de-lavanda e colinas que brilhavam sob um sol prateado a aguardavam. Ela não sabia o que encontraria, mas uma coisa era certa: sua história só estava começando.

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