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BNB Clube Vice-Campeão CBI Sub-19 de Vôlei Feminino 2025

Histórico! Disputando sua Primeira Final de CBI, o BNB Clube garantiu neste domingo (19), o vice-campeonato do Acesso A, ocorrida em Belo Horizonte. O resultado garantiu a promoção do clube à Divisão Especial do CBI Sub-19 de Vôlei Feminino e o 100% de participação na Elite do CBI de Vôlei Feminino em todas as categorias em 2026 (Sub-16, Sub-17, Sub-19 e Sub-21)

A campanha do time foi moldado na evolução, o vôlei das meninas foi crescendo a cada jogo e os resultados foram carimbando a vontade de vencer que elas demonstravam em cada momento, de cada partida. Da estreia contra o CFO até a Grande Final contra o ACEL, as meninas exibiram resiliência, determinação e muito vôlei.

Após o término do campeonato, precisamos exaltar a resiliência de um time que não tem um campeonato estadual para jogar, que tiveram que enfrentar às interrupções de treinos por torneios paralelos, como o CBI Sub-17, os Jogos da Juventude e os CBI’s e CBVP’s de Vôlei de Praia, que após o primeiro jogo tiveram que se adaptar à Luiza Amélia pela saída de Adriano Gurgel, por questões particulares, que precisaram superar dores, questões pessoais e sociais, como escola, para conseguirem alcançar essa conquista tão importante para a história do clube e do vôlei cearense.

Devemos exaltar também o trabalho de Adriano Gurgel, que sempre busca, a cada treino, o melhor de cada atleta, e essa busca, foi a raiz desse acesso. Quantas vezes, os jogos pareciam perdidos e elas conseguiram reverter? Tem muito do que acontece nos treinos, pois quando estão exaustas, dão aquele algo à mais, que fica registrado na pele. Broncas não são pessoais, são para melhorar a performance e garimpar medalhas. Aliás, a segunda do ano para muitas, que já estiveram no acesso do Sub-21.

O time está tão coeso que outra chave para o sucesso nesse CBI está na união do grupo. Dentro do jogo, temos várias craques, mas nenhuma deixou o ego inflar, todas jogaram pela vitória do time. Achei injusto ter apenas uma representante do BNB na Seleção do Campeonato, mas sem problemas, a medalha de prata é mais importante, e essa foi garantida.

Entretanto, quero exaltar a indicação de Cleo como melhor Central. Cleo é o símbolo de resiliência desse time. Desde a evolução de terceira reserva do Cearense Sub-15 em 2024 para titular absoluta do CBI Sub-19 em 2025, foi a que mais cresceu como atleta, em todos os sentidos, já está quase do tamanho do Adriano. Que se exalte a superação pessoal, Cleo foi quem teve uma das maratonas mais ásperas no pré-CBI, além de precisar recuperar rápido de dores nos pés e nos ombros. Cleo foi incrível nesse campeonato, foi melhor até do que no CBI Sub-17, ou seja, evoluindo de uma semana para outra. O problema é que agora os times do Sul vão querer ela.

Outro destaque por essa questão de resiliência fica para Tamira. Ano passado, terceira opção do time do Adriano, este ano, titular e máquina de sacar. Tamira mostrou segurança em todo o torneio, além de ser dona de um saque indecifrável, parece um saque comum, mas quase sempre letal. Se a parte ofensiva do time foi tão eficaz, passa muito pelas diversas tomadas de decisões que ela tomou em todos os jogos.

Não quero falar de Luiza, pois ela nem precisa ser citada. Sua importância ofensiva é inquestionável. Foi a bola de segurança em diversos momentos. Os saques foram decisivos. Luiza é craque! Aliás, o BNB Clube tem dois vices em CBI’s, em ambos, Luiza esteve no time e foi importante nessas conquistas.

O que posso falar de Madu? Autora do ace do acesso contra o Nakagawa, a baiana mostrou sua importância, sendo uma das atletas mais regulares do torneio. Tanto nos bloqueios, quanto nas bolas de meio, ela mostrou sua força e precisão. O brilho que teve no Sub-21, refletiu no Sub-19. Craque!

Amanda e Luna se fala assim, as duas juntas. As pequenas notáveis mostraram que tamanho não é problema, quando se sabe voar em quadra. Podia vir a parede que fosse, elas mostraram a qualidade tão conhecida nas areias. Quando a técnica não vinha, era na raça, na vontade, na força. A canhota de Amanda e a destra de Luna estavam afiadas, isso sem falar nos saques e nas defesas. Parecia que tinha uma quadra de areia montada.

As líberos Sofias foram as boas surpresas desse torneio. Sofia Sousa foi fundamental nas primeiras partidas e Sofia Gomes foi a grande defensora das Semifinais. Obviamente, foram alvos dos saques e ataques adversários, mas conseguiram se impor e cativar seus nomes nessa conquista.

Bia, Maria e Belinha nem dá para chamar de reservas, mas de luxo. Toda vez que a situação ficava complicada, Luiza Amélia sabia que podia contar com elas. Aliás, a entrada delas foi fundamental para a vitória em alguns jogos, Maria fez o block que garantiu às Semifinais, por exemplo. Catarina não jogou muito, mas também é importante demais para o elenco.

Para fechar esse livro, porque deixou de ser texto há anos, falo de Luiza Amélia. Há uma semana, ela estava na torcida por Maria, e hoje, é a treinadora da Prata. Ela aceitou a dificílima missão de substituir o Adriano e de ser chamada de Adriano em todas as transmissões. Conseguiu manter o time jogando o seu melhor vôlei, mesmo com todas as dificuldades já citadas. Craque das areias, do Master e como treinadora.

Pois é, foi inesquecível, foi grandioso e mereceu esse texto gigantesco!

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