Quando a tormenta assopra em sua vida,
Ao deixar tudo o que há cruel e ruim
É quando ela o chama, já aflita,
Buscando abrigo em um peito querubim
Nos dias duros, ele é seu porto amigo,
O braço forte que lhe estende a mão;
Mas logo o vento muda,
E ele retorna à solidão.
No esplendor da bonança que regressa,
Esquece os laços que os unem tanto;
Pois ele é lembrado só na dor que resta.
A luz de outrora na alma fere,
Amor ingrato, flor que nasce ao pranto,
Que vive breve, ele, um idiota, um santo.


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