Quando o mundo lhe pesa e a dor a fere,
É meu nome que chama em sua aflição.
Busca-me aflita, e em desespero quer
Que eu lhe estenda a mão com coração.
Mas quando o sol retorna ao seu viver,
E as nuvens de tempestade vão correr,
Minha presença passa a não querer,
Como se fosse só útil ilusão.
Amor por conveniência é triste sina,
Pois no momento em que a bonança chega,
Esquece-se da força que a domina.
E assim sigo, fiel à sua cega
Promessa incerta, que me desordena:
Um porto usado apenas na refrega.


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