Passam-se meses! Leazinha foi para Criciúma, entretanto, não era mais a mesma de outros carnavais. No trabalho não rendia bem, como filha, estava péssima, e como esposa, mal tinha momentos de carinhos com Henrique. Ela foi por exigência da vida, mas seu coração queria ter aceito o pedido de Bernardo.
Em Fortaleza, Bernardo também estava numa “vibe” de entristecer. João percebia que seu amigo estava desolado à ponto de esquecer os meninos do instituto, local que ele tanto gostava de ir para descobrir talentos para a área da informática. Luiza resolve fazer algo para ajudar o seu irmão, o colocando no Tinder e respondendo por ele no aplicativo. Ela até conseguiu uns encontros, mas Bernardo vivia a faltar.
Uma certa noite, numa visita de Leazinha e Henrique ao apartamento de Lavínia e Orismar, a filha acabou por confessar à mãe que não queria estar ali. Lavínia chama todos os presentes, olhou para filha e pediu para ela retornar à Fortaleza. Henrique pergunta se Orismar já havia sido liberado pelos médicos. Lavínia afirma que não, mas Henrique tinha totais condições de cuidar da empresa em Criciúma, com seu apoio, enquanto Leazinha cuidaria da filial de Fortaleza. Orismar questiona, pois separaria o casal. Lavínia segura as mãos de Henrique e Leazinha afirmando: “Vocês não se amam mais, apenas se querem bem. Henrique, por mais que você expresse amor, desde o retorno, você parece ter percebido que Leazinha ama outro. Leazinha, não faça Henrique perder tempo contigo. Vocês merecem amar!” Henrique chora, pois Lavínia havia dito tudo o que ele sentia. Leazinha beija a mãe, beija Henrique pela última vez, beija seu pai, e corre para o seu apartamento, aonde pegaria algumas roupas, documentos e depois iria para a rodoviária, pegar o ônibus para Florianópolis, onde pegaria o avião para Fortaleza. Sabia que pagaria caro, mas naquele momento, não havia dinheiro que a impedisse.
No dia seguinte, na mansão, Leazinha chega repentinamente, pede para José, João ou Luiza a levar para o apartamento de Bernardo. Ela queria viver o amor que nasceu para viver. Luiza pega a cunhada e a leva de moto, feito louca no trânsito, mas a leva.
Bernardo abatido atende o interfone, Luiza eufórica, avisa que estava com Leazinha. Bernardo libera as duas imediatamente. Quando Leazinha chega no andar, já é recepcionada na porta do elevador com um caloroso beijo. Luiza, que já estava no elevador, só desce e volta para casa. Leazinha e Bernardo correm para o apartamento de Bernardo, eles precisavam viver o amor que tanto queriam.
O tempo passou e a história acabou… Mas antes, os Finais…
José e Juliana seguiram casados por anos até a morte. Juntos, inclusive, no dia partida. Quem disse que amor que surge depois dos 50 não pode ser eterno?
Lavínia e Orismar também viveram até os últimos dias juntos. Viviam no eixo Criciúma-Fortaleza. Um casal que era exemplo que existem casais que se amam da juventude à velhice.
João e Luiza seguiram suas vidas na sacanagem. Ambos se casaram com outras pessoas, mas sempre que podiam iam para a Sala de Música do Instituto. Mas nada oficial, um amor de sacanagem, que não é exemplo de “amor puro”, mas era o que eles viviam, é fácil julgar, todavia, eles estavam nem aí para qualquer julgamento.
Henrique e Letícia acabaram se reencontrando nas loucuras da vida, e formaram um baita casal. Finalmente, Henrique teve os filhos que sonhou, e Letícia teve um amor que não procurava, e era lindo, por ser poético, tranquilo e sem nenhuma exigência.
Leazinha e Bernardo viveram o amor com tudo o que o amor pode oferecer. Ninguém jamais sentirá o amor que estes dois sentiram. Um casal que após todas as dificuldades, perceberam que nasceram um para o outro. Sim, eles foram Felizes para Sempre.
FIM



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