Leazinha sempre sonhou em viajar pelo mundo. Aos 18 anos, com um caderno surrado de anotações e um coração transbordando de coragem, ela decidiu que era hora de transformar esse sonho em realidade. Não tinha dinheiro, mas tinha algo ainda mais valioso: a habilidade de conquistar pessoas com sua paixão e autenticidade.
Tudo começou em uma pequena cidade do interior. Leazinha gravou um vídeo simples, segurando seu caderno, explicando seu plano: “Vou conhecer o mundo, mostrar histórias reais, culturas diferentes e aprender com cada pessoa que encontrar. Mas preciso da ajuda de vocês.” Ela postou o vídeo nas redes sociais e, para sua surpresa, atraiu a atenção de um dono de pousada local, que ofereceu hospedagem em troca de ajudar na organização de eventos.
Animada, Leazinha partiu para a próxima etapa: explorar o Brasil antes de cruzar fronteiras. Em cada lugar que ia, compartilhava suas experiências online — fotografias vibrantes, relatos sinceros e vídeos cheios de vida. Logo, empresas começaram a se interessar nela como embaixadora de marcas. Uma fabricante de mochilas a patrocinou, enquanto uma rede de cafés ofereceu apoio para documentar cafeterias locais. As portas se abriram naturalmente, impulsionadas pela genuinidade de Leazinha.
No Peru, ao subir as trilhas dos Andes, ela conheceu um grupo de artesãos que lhe pediram para contar suas histórias. Em troca, presentearam-na com peças únicas para vender durante sua jornada. Na Argentina, encantou proprietários de vinícolas com sua curiosidade sobre o processo de produção; eles a convidaram para ficar semanas, explorando tudo o que havia para aprender.
Mas não foram apenas os patrocínios que definiram sua viagem. O amor verdadeiro veio das conexões humanas. Em Paris, foi acolhida por uma família francesa após perder seu passaporte. No Japão, aprendeu o valor da paciência e da delicadeza ao trabalhar temporariamente em uma casa de chá. Cada rosto, cada abraço, cada lição a tornava mais rica interiormente.
Aos 20 anos, quando já havia visitado mais de 20 países, Leazinha percebeu que o maior tesouro não eram os carimbos no passaporte, mas as memórias e os laços criados. Seu caderno agora estava cheio de desenhos, poemas e mensagens de estranhos que se tornaram amigos.
Ela nunca planejou voltar para casa. Para Leazinha, o mundo inteiro era seu lar, e o amor pelas pessoas era o combustível que movia seus passos.


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