Amo com chamas que a razão não mede,
sofro em prantos, desejo em desespero.
Se o amor me nega, mesmo assim me veda
arder em peito onde o impossível reina.
Choro em segredo, a noite por testemunha,
teu nome sussurra a brisa mais tristonha.
És meu sonho, minha dor, minha sina,
minha paixão que o tempo não apaga.
Teu olhar é mármore, frio e perfeito,
meu amor, escultura sem aplauso.
Em versos feitos com rigor de artesão,
guardo a paixão como joia sem brilho.
Na névoa do teu nome suspirado,
bebo um perfume de saudade azul.
O amor é sombra, é som, é vago grito
perdido entre o real e o infinito.


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