No espelho da alma, vejo um ser incerto,
Reflexo frágil, sombra sem direito.
Duvido até do próprio coração deserto,
Que bate sim, mas com medo de ter feito.
A voz que ouço em mim quase se cala,
Medo de ser, de errar, de levantar.
Carrego o peso de quem nunca fala,
E sigo a vida sem jamais parar.
Inseguro andar por dentro,
Onde cada passo é receoso.
A autoestima veste um véu de luto,
E o futuro se esconde no suspiro.
Ó insegurança, cruel tormento!
Tu não me deixas viver — apenas vejo


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