Dexaketo

Simplesmente Gaiato

Insegurança

No espelho da alma, vejo um ser incerto,
Reflexo frágil, sombra sem direito.
Duvido até do próprio coração deserto,
Que bate sim, mas com medo de ter feito.

A voz que ouço em mim quase se cala,
Medo de ser, de errar, de levantar.
Carrego o peso de quem nunca fala,
E sigo a vida sem jamais parar.

Inseguro andar por dentro,
Onde cada passo é receoso.
A autoestima veste um véu de luto,
E o futuro se esconde no suspiro.

Ó insegurança, cruel tormento!
Tu não me deixas viver — apenas vejo

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