Num mundo de verdades tão fugazes,
Onde os corpos se unem, almas vagam,
Surge o amor em formas inusitadas,
Que a razão não doma nem apagam.
Teus olhos, astros de outro firmamento,
Minha voz, eco em teu silêncio frio,
Somos versos de um mesmo poema,
Escrito em língua de desvario.
Não me amas, eu bem sei, e no entanto,
Em teu riso, meu peito se incendia.
É um laço sem nó, frágil e santo,
Louca dança de luz e melancolia.
Se a paixão é um rio sem destino,
Naveguemos à flor do abismo, divino.


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