No abismo escuro onde o amor se perde,
Crescia a sombra que nos dois prendia.
Palavras duras, que feriam e ferem,
E aos poucos toda a luz em nós morria.
Teu toque já não era mais carinho,
Mas garras que sufocam sem perdão.
Eu vi meu ser minguar por cada espinho,
Perdido em teu cruel coração.
Porém, um dia, ergui-me enfim da dor,
Rompendo as correntes que me atavam.
Não mais seria presa do temor,
Pois ao partir, renasci das cinzas lavras.
Fim de veneno, começo de outro amor:
A mim mesma, quem verdadeiramente amava.


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