Arde em meu peito um fogo singular,
Mais raro que a luz de um cometa errante,
Que não se apaga, embora seja ardente,
Nem o tempo ousa nele se enfiar.
Teu nome é um verso que me faz tremer,
Um laço eterno, um doce sofrimento,
Que nem a morte apaga num momento,
Nem a razão consegue compreender.
São paixões assim, tão fugidias,
Como estrelas que caem na escuridão:
Rápidas, mas de eterna claridade.
E mesmo que a distância as multiplique,
Em cada ausência, em cada solidão,
Vivo por elas—e só por elas vivo.


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