Eu guardo em mim segredos que não conto,
Como o “sonho de amor” que Castro Alves sonhava;
Teu nome é brisa leve, um canto pronto,
E ao te ver passar, meu peito estremecia e calava.
Amiga, és luz que clareia o meu horizonte,
Qual luar que beleza em Álvares de Azevedo pintava;
Nos teus olhos encontro o destino do meu monte,
Onde a saudade mora e o coração pulsava.
Mas como dizer-te o que sinto sem temor?
Se és flor que embala minh’alma em desalinho,
Sim, és tu, meu amor.
Ah, melhor amiga, musa deste singelo carinho,
Queima em mim paixão qual brasa a latejar em dor;
“Vem, cárido anjo”, murmuro – és meu caminho.


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