No véu do mundo, o que se pode enxergar?
O olhar percorre, mas não vê o fio
que tece o tempo, além do relógio,
e guarda em si o que há de mais notar.
Por trás do riso, dor que vem a florir,
e no silêncio, vozes que ecoam,
verdades sutis que nunca se apagam,
emaranhadas num eterno porvir.
A luz caminha entre sombras esguias,
desenha mundos que o tato não alcança,
e as almas dialogam nas entrelinhas.
Nem tudo é sólido ao nosso alcance,
pois sob a pele vibram energias,
e o invisível é quem faz vida avançar.


Deixe um comentário